A história por trás do CIPD
Uma esponja, um miojo e um disco dos Bee Gees mudaram a direção da minha vida.
Antes das estratégias, dos sistemas e dos mercados globais, houve um aluno mediano, muitas mudanças de escola, uma prova que parecia impossível e um professor tentando proteger a própria família.
Conhecer minha história
Onde tudo começou
Eu não fui o aluno mais inteligente da sala. Eu só descobri um motivo para tentar de verdade.
Nasci em uma família com pouco dinheiro. Minha mãe tinha 23 anos quando eu nasci e ainda não havia concluído o ensino médio. Meu pai tinha 20. Durante a escola, eu era um aluno mediano, daqueles que empurravam os estudos com a barriga.
Quase todo ano eu mudava de colégio. Meu pai procurava a melhor bolsa ou o maior desconto que conseguia, porque era a forma de manter os estudos. Em uma escola, consegui bolsa pelo basquete. Em outra, estudei sem mensalidade depois que ele se formou em Educação Física e passou a trabalhar como professor.
“Ano que vem será meu último ano na escola — e eu não faço ideia do que vou fazer da vida.”
Prof. Diogo, em 2008Foi no fim do segundo ano do ensino médio que essa pergunta começou a pesar. Pouco depois, andando pela rua, vi um exemplar da Folha Dirigida pendurado em uma banca. Na capa, uma notícia falava sobre o concurso da EPCAR, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar.
Havia cerca de 180 vagas para jovens de todo o Brasil. Além da remuneração, a Aeronáutica oferecia alojamento, alimentação e fardamento. Parecia uma saída possível — até eu descobrir que aquela era uma das provas mais concorridas e difíceis do país.
Eu estava exatamente no limite de idade. Não teria uma segunda tentativa. Quando comecei a resolver provas antigas, entendi o tamanho da distância entre o que eu sabia e o que precisava aprender. Quase ninguém acreditava que eu passaria. Durante alguns momentos, nem eu.
O caminho que se abriu
Uma prova difícil me apresentou à matemática — e a mim mesmo.
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2009
A primeira e única tentativa
Estudando para a EPCAR, eu me apaixonei pela matemática. Fiz a prova naquele ano e fui aprovado.
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2010
Um ano na EPCAR
Entrei na instituição, mas percebi que não sonhava em ser piloto e não tinha vocação para a vida militar. Sair também exigiu coragem.
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2011
Matemática e Estatística
Com a nota do Enem, fui aprovado para Matemática na UFF e Estatística na ENCE. O conhecimento que começou como uma saída virou parte da minha identidade.
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Depois
Nasce o Prof. Diogo
Para ter renda durante a faculdade, comecei a dar aulas particulares. Descobri que conseguia explicar de forma simples aquilo que antes parecia impossível para muitos alunos.
O professor
Ensinar se tornou a minha segunda paixão.
Depois das aulas particulares, vieram as escolas presenciais e o meu próprio curso preparatório para vestibulares e concursos. Ao longo desse caminho, acompanhei alunos aprovados em universidades federais e em concursos como PRF, INSS e Ministério Público.
Mais do que dominar uma matéria, aprendi a transformar assuntos difíceis em passos que uma pessoa comum consegue entender. Essa forma de ensinar continua no centro do que faço hoje.
O “Prof. Diogo” não nasceu de um título. Nasceu quando percebi que ensinar podia mudar o caminho de alguém.2020
Quando o mundo parou, minha renda também parou.
Meu filho havia nascido em março de 2019. Eu já era casado e tinha a responsabilidade de cuidar da minha família. Com a pandemia, as aulas presenciais foram interrompidas, as provas foram adiadas e a minha principal fonte de renda desapareceu.
As contas e as dívidas continuaram. Entregamos o apartamento alugado e voltamos para a pequena casa onde eu havia nascido e crescido. Amigos, familiares e bancos já tinham ajudado como podiam. Chegou um dia em que não havia dinheiro nem para comprar uma esponja de lavar louça.
Com uma única gota de detergente, lavei a louça usando os dedos. Havia dias em que comíamos apenas miojo. O que mais doía não era a minha fome — era olhar para minha esposa e para meu filho pequeno e sentir que eu não estava conseguindo oferecer o básico.
Foi um momento curto, mas muito escuro. Então olhei para a pequena varanda daquela casa e me vi criança outra vez, escorregando de barriga na água com sabão enquanto minha mãe fazia faxina. Naquela lembrança, ela ouvia discos em uma antiga rádio-vitrola que atravessou gerações da família.
A busca que mudou tudo
Uma música me levou a uma história. A história me levou a um novo mundo.
Minha mãe gostava muito dos Bee Gees, especialmente de “Massachusetts”. Peguei o celular e pesquisei a música para continuar revivendo aquela lembrança boa.
Entre os resultados da busca, uma chamada sobre um jovem nascido em Massachusetts chamou minha atenção. Era a história de Jesse Livermore — e foi por meio dela que conheci o mercado financeiro.
Li mais, estudei outros nomes e percebi que a trajetória de Livermore, cheia de altos e baixos, não era um exemplo simples a seguir. Mas aquela porta já estava aberta. Depois conheci a história de Jim Simons, professor de matemática que reuniu cientistas, matemáticos e físicos para estudar o mercado de uma forma diferente do senso comum.
Da matemática ao método
Tudo o que parecia separado começou a fazer sentido.
Minha formação em matemática e estatística encontrou um novo campo de estudo. Passei a analisar padrões, testar hipóteses e construir regras, sempre consciente de que o mercado envolve incerteza e risco.
Vivi resultados pessoais que transformaram a realidade da minha família. Eles fazem parte da minha história, mas não são uma promessa, uma média nem uma previsão do que outra pessoa poderá alcançar. No mercado, ganhos e perdas fazem parte do caminho, e nenhum resultado passado garante o futuro.
Também concluí o curso CS50x, de Harvard, e aprofundei meus estudos em programação. Com isso, passei a desenvolver e testar sistemas automáticos, usando tecnologia para aplicar regras com disciplina e analisar grandes quantidades de informação.
O CIPD hoje
Continuo sendo professor. O que mudou foi a matéria.
No início, eu estudava apenas um mercado brasileiro. Com o tempo, ampliei a análise para diferentes mercados e ativos globais. Hoje, mantenho uma infraestrutura própria na Finlândia, operando continuamente para testar, acompanhar e aprimorar estratégias.
O CIPD nasceu para aproximar esse trabalho de pessoas comuns. A proposta é oferecer uma jornada guiada, com explicações claras, tutoriais e informações sobre cada estratégia, para que cada pessoa possa decidir com consciência e manter o controle da própria conta.
Todos os meses, analiso pessoalmente as inscrições de quem deseja participar. Não aceito todo mundo, porque o mercado financeiro não é adequado para todas as pessoas nem para todos os momentos da vida.
Eu acredito que Deus usou cada parte da minha história — a matemática, as aulas, a volta para casa, a varanda e até aquela música — para me preparar para o que viria depois.
Seu próximo passo pode começar com uma conversa
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Fale diretamente comigo. Vou explicar como funciona, responder suas dúvidas e ajudar você a avaliar essa decisão com calma.